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ENTREVISTAS

 



Mensagem do Presidente da Direcção

Entrevista com a Directora Helena Casimiro

Outras entrevistas de épocas anteriores

 

Manuel Branquinho

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Helena Casimiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 








 


 

mensagem do Presidente da Direcção do C. D. Cova da Piedade, Sr..Manuel José Garção Branquinho

Época 2002/2003


Convém memorizar a fase por que passa o nosso Clube, acentuando principalmente como foi interrompida a sua vida interna, no mês de Abril do ano em curso.

Foram 56 anos de lutas permanentes, havendo momentos de glória, mas também alguns desgostos e contrariedades.

Foi antes no Silva Nunes, erguido por um punhado de gente desinteressada, verdadeiros associativistas, mas era o recinto pelo qual se lutou activamente e lhe chamávamos utlimamante, com carinho, o "Velhinho" Silva Nunes.

Antes de me debruçar sobre as actuais condições, quero historiar um pouco da nossa vida enquanto Clube, destinguindo ao mesmo tempo, os que fizeram do Cova da Piedade uma Instituição reconhecida pelo seu historial desportivo e forma de gerir os valores ao seu serviço, acções que ficarão para sempre relevadas na extensa história do Clube.

O peso do progresso muitas vezes, ou quase sempre, não se compadece com a gestão atrás referida, que lhe chamaria de heróica, pelo facto de que alguns tudo deram em troca de nada e, depois, com a desilusão, esmorecem, sublevando-se contra o progresso que se esqueceu dos muitos litros do seu suor ali derramados.

Esperamos agora que a nova realidade nos venha trazer algumas alegrias, para que, assim, consigamos dar continuidade à nossa história, levantando bem alto o nome do nosso querido Desportivo.

Por tudo o que se tem dito, e que é do vosso conhecimento, vamos certamente ganhar hegemonia no futuro, com as novas instalações, assim elas venham a substituir o Silva Nunes. Se assim fôr, o peso do progresso, do qual sou defensor acérrimo, trazer-nos-á a alegria perdida aquando do desmantelamento do saudoso Silva Nunes. Tenhamos esperança de que assim será e, por isso, vamos afugentar o desânimo e lutar, tanto ou mais, se possível, para que a realidade surja a seu tempo.

Quero, por fim, dizer aos nossos associados, jogadores, treinadores, corpo clínico e demais colaboradores, que a Direcção tudo fará para que o Clube Desportivo da Cova da Piedade se recoloque no lugar de destaque a que antes nos habituou e que, mesmo com as dificuldades várias que nos afligem no novo Complexo Desportivo, saberemos com humildade pugnar por um ideal que é nosso apanágio: primeiro, formar bem a massa humana / desportiva; depois, na competição, com essa mesma humildade iremos lutar pelos lugares cimeiros dos vários escalões a que concorremos.

Estamos convictos que saberemos fazê-lo porque, embora humildes, temos a nosso favor sobretudo a força do trabalho que todos em conjunto temos vindo a desempenhar e disso sabeis vós sobejamente.

BEM HAJAM TODOS

VIVA O CLUBE DESPORTIVO DA COVA DA PIEDADE

Manuel José Garção Branquinho



ENTREVISTA COM HELENA CASIMIRO
DIRECTORA

1 - O que a levou a aceitar o cargo de Directora do Futebol Juvenil do Cova da Piedade?

H.C. - O orgulho que sinto por este Clube. São necessários elementos válidos que colaborem o mais possível para o levar a bom destino, neste difícil momento.

2 - O facto de ser o único elemento feminino no elenco directivo, não a fez hesitar?

H.C. - De modo algum e gostava que, futuramente, existissem mais mulheres a participar nesta Direcção.

3 - Acha que vai conseguir conciliar a sua vida familiar com a de Directora?

H.C. - Claro! "Faz mais quem quer do que quem pode".

4 - O que acha que lhe vai dar mais prazer durante o seu mandato?

H.C. - Ajudar no que fôr possível para melhorar o que faz falta neste Clube

5 - Para si, qual a importância do Futebol Juvenil (tanto na vertente desportiva como na humana)?

H.C. - No Futebol Juvenil é importante conduzi-los não só como atletas mas, principalmente, em formarmos os jovens de hoje nos homens que virão a ser no futuro.

6. - Qual a relação que acha que um(a) Director(a) deve ter com os jogadores?

H.C. - De respeito mútuo e compreensão, para utltrapassar qualquer eventual problema que possa surgir.

7 - Que relação deve existir, no nosso Clube, entre o futebol Sénior e o Juvenil?

H.C. - O nosso Clube deve apoiar ao máximo o futebol Juvenil, porque são eles que, mais tarde, virão a representar o nosso futebol Sénior. Possívelmente não acontece como gostaríamos, mas fazemos o melhor que podemos e sabemos.

8 - Tem planos para, de algum modo, renovar a forma de gerir o Clube?

H.C. - Todos nós fazemos planos. O complicado é praticá-los, devido a carências de várias espécies. Talvez a longo prazo a situação permita concretizá-los.

9 - É favorável ao aparecimento, na nossa colectividade, do Futebol Feminino?

H.C. - Adorava! Só que o Clube já está muito sobrecarregado com equipas, mas quem sabe? Talvez um dia isso venha a acontecer.

10 - É da opinião que, em termos futuros e após a conclusão de todas as obras (campos e balneários incluídos), o Piedade devia abrir uma escola de Futebol, a funcionar durante o dia e com professores a tempo inteiro?

H.C. - Apoio essa idéia. Concerteza poderá vir a ser possível, quando forem criadas condições para isso.

11 - Acha benéfica a realização de almoços (ou jantares), ou qualquer outro tipo de convívio, com a participação de todos (atletas, directores e técnicos)?

H.C. - Sem dúvida. Seria óptimo.

12 - Considera suficiente a ajuda dos Organismos Oficiais (nomeadamente a Câmara Municipal de Almada e a Associação de Futebol de Setúbal) ao Clube?

H.C. - Sem querer ferir ninguém, tenho que ser honesta comigo própria... penso que não.

13 - Se, na pergunta anterior, respondeu negativamente, como acha que esses Organismos podiam ajudar mais o Desportivo?

H.C. - Creio que a transacção do velho Campo Silva Nunes para o actual foi mal encaminhado logo de início. Já era difícil a prática desportiva no antigo campo, mas gora é pior, com cerca de 200 atletas e com apenas 2 balneários. É complicado coordenar os horários, para que todas as equipas possam treinar, sem haver prejuízo para nenhuma delas. Só com o esforço dos treinadores e atletas tem sido possível a prática de futebol. Isto é só um dos problemas que nos tem afectado... mas há mais.

14 - Considera útil que o Clube contacte o Núcleo de Árbitros de Almada (ou Setúbal) a fim de darem formação aos jogadores, com o intuíto de haver uma maior aproximação e respeito pela arbitragem?

H.C. - Seria muito bom.

15 - Apresente algumas idéias para serem aplicadas no site do Cova da Piedade na internet.

H.C. - Aproveitar o site para apelar às entidades que possam e queiram ajudar o Cova da Piedade no que fôr possível, para o desenvolvimento e progresso do Clube. Todo o apoio seria bem vindo

16 - Quais são as suas perspectivas para esta época, tanto em termos desportivos como humanos?

H.C. - Penso que o nosso Clube, em termos desportivos, vai-nos dar muitas alegrias. Os atletas e treinadores têm sido impecáveis, tentando ultrapassar as dificuldades existentes, conseguindo assim manter a prática desportiva. No aspecto humano, quero salientar que todos merecem o nosso respeito e consideração por serem tão compreensivos com a situação que o Cova da Piedade está a viver neste momento. Esperamos vir a ter muitas mais alegrias futuramente se continuarmos todos a trabalhar com vontade e dedicação a este grande Clube que é o Desportivo da Cova da Piedade