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Realizou-se no passado dia 8 de Fevereiro de 2003, pelas 21:00 horas, a Sessão Solene comemorativa do 56º Aniversário do Clube. A mesa de honra foi constituída pelas seguintes individualidades:
Às 21:30, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral deu início à Sessão Solene, congratulando-se com a moldura humana existente na sala, de entre os quais uma parte eram representantes do movimento associativo do Concelho de Almada, representando a S.F.U.A.P., a Cooperativa Piedense, C. R. Barroquense, C. R. Piedense, U. F. C. "Os Pastilhas" e A.C.C.A. e, ainda, a presença de membros dos corpos gerentes e muitos associados que, nesta data, quiseram com a sua presença honrar o C.D.C.P. Em seguimento, o Presidente da Mesa da A. Geral do Clube, Sr. Jorge Rocha, disse que a fase por que passa o Clube é complicada, precisando de apoio, porém, está vivo e labuta para que dias melhores surjam, galvanizou a massa associativa para uma participação mais activa na vida do Clube, afirmando que, sendo irreversível o projecto, mas moroso, devem os associados pugnar por uma atitude consentânea com a realidade e ter fé naquilo que será uma obra desportiva de grande envergadura, que colocará o C.D.C.P. e o Concelho num patamar de futuro deveras invejável. De seguida, passou a palavra ao Presidente da Direcção, Sr. Manuel Branquinho, para prosseguir a Sessão com um discurso baseado na realidade que aflige o Clube, dizendo: "Comemora o C.D.C.P. 56 anos de vida activa, todos eles dedicados à causa do desporto e da cultura. Com o trabalho desenvolvido pelas sucessivas direcções que têm passado por esta casa e com o apoio incondicional da massa associativa, conseguimos guindar o Clube Desportivo da Cova da Piedade para um patamar deveras elevado, orgulho dos Piedenses e principalmente daqueles que, para além da responsabilidade que lhes coube de dirigir em conjunto, sempre souberam encontrar argumentos de defesa nas horas dificeis por que o Clube tem passado e continua a passar. Não existem Clubes diferentes. Existem, isso sim, uns que por várias razões, que não interessa aqui escalpelizar, ascendem rapidamente aos escalões superiores e outros que, não o fazendo, mantêm no seu conjunto padrões à altura do seu nome, sempre em prol do desenvolvimento, inibindo-se das grandezas camufladas, que por vezes acarretam desventuras. Vamos continuar a ser destes, mantendo a chama bem acesa pela causa e pelo orgulho que temos de pertencer a esta digna Instituição, mas sempre lutando e esgrimindo só as nossas armas, na tentativa de que paulatinamente atinjamos objectivos bem claros. Penso que nesta pequena introdução fui suficientemente claro e que a mesma irá assentar no que à frente vou relatar. Os factos vão ser os que constam da nossa realidade, enquanto Clube lutador. Não tem sido fácil a fase de transição, visto que encontrámos, no espaço substituto do saudoso e velhinho Silva Nunes, algumas lacunas que não nos permitem ministrar com qualidade o trabalho. Nesta fase em que se previa gerir melhor a formação e competição desportiva, devido à mudança que pensámos fosse melhor, deparamo-nos com algumas dificuldades, em relação ao antigo campo, no que concerne às infraestruturas de apoio, balneários, sistema de aquecimento insuficientes para tantos atletas que, algumas vezes, não têm água quente no final dos treinos por não existir capacidade de reaquecimento por parte dos termoacumuladores. Sabíamos que era irreversível o desmantelamento do Silva Nunes e, por consequência, a permuta de campo. Nesse aspecto sempre fomos e continuaremos a ser solidários com as medidas tomadas, por sermos defensores acérrimos do progresso do nosso Concelho. Não será o dia indicado para queixumes, mas tínhamos de o fazer porque nos cumpre transmitir aos associados e, de alguma maneira, colocar a situação aos orgãos autárquicos, estatais e desportivos do que nos aflige neste momento, situações que pontualmente noutras ocasiões temos vindo a alertar, principalmente a C. M. Almada. Ficámos debilitados, mas continuamos disponíveis para prosseguir a caminhada sem desânimos por sermos lutadores, por sermos daqueles que sempre encontram forças para atingir os objectivos a que se propõem. Porém, não fazemos só queixumes. Compete-nos também compreender que a situação à partida não era fácil, nem para nós, nem para quem tem a responsabilidade de administrar tão grande empreendimento e, por isso, temos vindo a desenvolver algum tipo de informação construtiva no aspecto de serenar algumas pessoas que, não conhecendo o processo, aglomeram no seu pensamento falsas questões. Presentemente, dá-nos algum alento saber, e disso não tenhamos dúvidas, que o Estádio do Parque da Paz, no seu todo, vai ser uma realidade a breve trecho, visto que a sua construção já foi consignada nas opções do plano e orçamento da C. M. Almada para 2003. Temos fé que, do produto final, o nosso trabalho vai ser contemplado. Acreditamos que sim! Até lá, a nossa luta continuará a traduzir-se na crença, no sacrifício e, principalmente, no empenho que poremos na ajuda que nos vier a ser solicitada, por forma a que, num futuro próximo, nos possamos empenhar mais numa tarefa que tão bem sabemos fazer: trabalhar em prol dos jovens em formação e prática desportiva. Porque o Concelho de Almada e o C.D.C.P. bem o merecem, é nossa obrigação fazê-lo como dirigentes, em nome de ambos e, principalmente, do Desportivo, para que se continue a orgulhar do bom nome que ostenta e soube granjear ao longo destes anos. Por fim, aguardamos na expectativa de que venhamos a merecer o apoio possível das entidades competentes, para que possamos prosseguir a caminhada que nos conduzirá até ao fim e não a interrompamos por falta de apoio ou desânimo. Saibamos ter fé e força para prosseguir naquilo que melhor sabemos fazer, que é a implementação e o desenvolvimento do futebol no Concelho, no Distrito e no País. Só por isso, seremos recompensados no fim, principalmente se soubermos fazer com carácter e denodo mas, essencialmente, desinteressadamente, sempre com os olhos postos num futuro melhor e mais empreendedor. Bem hajam" Seguidamente usaram da palavra os vários elementos que constituíram a Mesa de Honra, respectivamente o Presidente da Associação de Colectividades do Concelho de Almada, Vogal do Desporto da Junta de Freguesia da Cova da Piedade, Presidente da A. F. Setúbal, Dr. Sousa Marques, o Dr. Mário Paiva pelo I.N.D. de Lisboa e Vale do Tejo, o Engº António Matos pelo Departamento de Acção Sóciocultural da C. M. Almada e, por fim, a Senhora Presidente da Câmara Municipal de Almada. Todos os oradores foram unânimes em frisar que o Clube Desportivo da Cova da Piedade é, de facto, uma Instituição com um forte caris no panorama desportivo a nível nacional, distrital e concelhio, congratulando-se pela passagem do 56º aniversário, tecendo os maiores e rasgados elogios ao trabalho desenvolvido nos últimos anos no Cova da Piedade, fazendo votos para que a curto prazo a construção total do novo estádio seja uma realidade para o Clube. Nas intervenções dos orgãos presentes com mais responsabilidade nesta matéria, todos reforçaram que é necessário, tão rapidamente quanto possível, reunir os meios já requisitados para o prosseguimento da obra, que calculam adquirir a breve trecho, dizendo inclusivé que alguns dos meios já estão garantidos, através do orçamento da Câmara para 2003 e pelo I.N.D. A Senhora Presidente da Câmara Municipal de Almada garantiu que o estádio será uma realidade, avançando com as obras logo que reunidas as condições totais. É seu empenho fazê-lo, porque é justo para as aspirações do Clube e necessário enquanto infraestrutura a erguer numa zona em desenvolvimento permanente - o Parque da Paz - local onde não pode permanecer a situação actual. Alertou ainda para as dificuldades impostas pela conjuntura actual do País. Todavia, esta obra será, de qualquer forma, uma realidade e irreversível a sua construção a curto prazo, terminando por garantir esse facto à Direcção do Clube. Mais se informa que, no dia 31 de Janeiro de 2003, Sexta-Feira, se realizou o tradicional jantar comemorativo, no Restaurante Vale do Rio, em Cacilhas. FOTOS DO JANTAR
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